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A Banalização do Coaching

  • Foto do escritor: Kyanée Ariel
    Kyanée Ariel
  • 1 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de abr. de 2022


O coaching ganhou grandes proporções nos últimos anos, o que pode ter gerado uma banalização desenfreada do mesmo, sem contar o charlatanismo e outros efeitos colaterais acerca dessa cultura. O objetivo primário do coaching era de viés organizacional e ou executivo, visando desenvolver e alinhar as habilidades organizacionais de colaboradores no que diz respeito ao ambiente corporativo, otimizando a interdisciplinaridade para integrá-la à competências apropriadas para obtenção além de resultados: uma melhoria contínua.



Embora, segundo uma reportagem de 2002 - já naquele tempo - publicada pela prestigiada Harvard Review sob o título "Os reais perigos do coaching executivo". O autor do artigo, Steven Berglas, revela que os coaches não possuíam um treinamento prévio condizente para avaliar assertivamente o estado mental dos colaboradores. Berglas cita, ainda, uma situação que o alertou. Um importante executivo foi atendido por um coach através de técnicas que acabaram por mascarar e agravar um quadro de transtorno de personalidade, que pode ser avaliado e diagnosticado enquanto psicopatologia, apenas por um profissional de Psicologia ou Medicina Psiquiátrica.

Essa cultura oferece - ainda - um pacote completo: a masturbação de ofertas que toma conta da internet afora prometendo milagres e mentorias especializadas sob títulos e temáticas engatilhadas de clichês, são: métodos, técnicas, cursos, ebooks, landing page e há institutos de coaching que oferecem até ferramenta DISC, de avaliação de personalidade, que foi INVALIDADA pelo Conselho Federal de Psicologia, mas que é amplamente utilizada por coaches no país; quando vendido, são aos mais alienados que, por alguma razão, não conseguem se abster da compulsão mercadológica na qual estão submersos, pois é mais fácil vender o mastigado: dizendo o que se quer ser ouvido, mesmo que isso ultrapasse os limites éticos e ou morais, do que lidar com a complexidade de si mesmo de uma forma mais politicamente correta.


  • Plus: Como complemento desse texto, vale a sugestão de vídeo: "Colocamos uma PSICÓLOGA e um COACH QUÂNTICO para conversarem (sem que eles soubessem)" do canal Spotiks do YouTube:



Referências:


1 - "A importância do coaching nas organizações: um estudo de caso na empresa DNA Centro de Educação Profissional" disponível em: https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/download/352/251#:~:text=O%20programa%20de%20coaching%20organizacional,para%20obten%C3%A7%C3%A3o%20de%20melhores%20resultados. 2 - "Os riscos do coach na saúde mental" disponível em: https://comportese.com/2019/04/20/os-perigos-do-coach-na-saude-mental-psicologia/



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